Terá sido junto à Ponta do Topo que São Jorge recebeu os seus primeiros visitantes, e a povoação do Topo terá sido o segundo grande núcleo populacional da ilha. Ao certo, sabe-se que foi o local onde viveu e morreu, em dia de S. Tomé (21 de Dezembro), na primeira década de 1500, o povoador Guilherme da Silveira.

Elevado a Vila em 12 de Setembro de 1510 foi o Concelho, então criado, extinto por decreto de 24 de Setembro de 1855, e anexado de facto ao Concelho da Calheta em 1 de Abril de 1870.

Aquando do sismo de 1980, foi o local de São Jorge mais atingido, tendo-se de lamentar, para além de avultados prejuízos, 11 mortos e 9 desaparecidos. De entre os edifícios mais imponentes sobressaem, para além da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, o Convento de São Diogo, e Casa dos Tiagos.

O acesso ao mar era problemático, fazendo-se para o Cais Velho por uma escadaria rasgada na rocha, pelo que sofreu sucessivas remodelações, nomeadamente nos anos de 1560 e 1637.

Em 1877 a Câmara da Calheta, em reunião de 6 de Junho deliberou colocar-se um farol no porto da Vila do Topo, que foi o primeiro de São Jorge em que se armaram canoas para a caça da Baleia, no ano de 1885. Estas canoas eram guardadas em furnas escavadas na escarpa sobranceira ao porto e algumas foram preservadas por derrocadas da mesma escarpa.

Este porto foi escala dos "iates" que faziam "carreira" entre o Faial e a Terceira, transportando carga e passageiros.
Na área do topo existem vários pequenos núcleos populacionais com destaque para o localizado na ponta do Topo.
Ultrapassada uma certa estagnação económica, motivada pelo seu afastamento geográfico dos circuitos de passagem, o Topo vem-se modernizando possuindo entre outras infra-estruturas económicas e culturais: uma estação de correio, uma casa do Povo, uma escola básica integrada, a Sociedade Filarmónica Recreio Topense e a Sociedade Filarmónica Clube União.

De entre os seus filhos realce para Joaquim Homem Silveira Noronha e Manuel Bernardo Souza Ennes.